11 curiosidades sobre o cérebro dos animais

O cérebro é um dos órgãos mais fascinantes de qualquer organismo. Afinal, a sua função é basicamente ser um pequeno computador com o poder de comandar tudo o que o corpo irá fazer. Nos animais, ele pode ser formado por pequenos grupos de neurônios ou chegar a níveis altos de complexidade, como os da nossa própria espécie.

Para se ficar a conhecer um pouco melhor este misterioso órgão, o site super.abril.com.br apresentou 11 curiosidades sobre os animais que têm, provavelmente, os cérebros mais estranhos do mundo.

1. Sistema Nervoso Central preenche quase 80% das cavidades corporais das aranhas

Que as aranhas têm uma aparência perigosa todos nós já sabemos. A surpresa é que algumas espécies têm cérebros tão grandes que estes se “espalham” para as pernas. Mas, que quer isso dizer? Bem. Independente do tamanho, todas as espécies de aranha têm que executar o mesmo conjunto básico de tarefas. Como algumas são muito complexas, tipo construir teias, as células cerebrais necessárias não cabem na “cabeça” e precisam de ficar alojadas em outras partes do corpo. Segundo o Smithsonian Tropical Research Institute (STRI), o sistema nervoso central das aranhas mais pequenas do mundo pode preencher até quase 80% de suas cavidades corporais e cerca de 25% das suas pernas.

2. Sanguessugas com 32 cérebros

Todos nós temos nojo destas repugnantes criaturas. Mas não podemos negar que elas sejam muito úteis para a medicina. As sanguessugas são usadas para chupar o sangue em casos indesejados de parasitas e para ajudar a limpar feridas infectadas. Mas, além disso, elas são criaturas fascinantes: têm cinco pares de olhos, 300 dentes uns impressionantes 32 cérebros. Na verdade, tecnicamente é apenas um, mas na prática ele é formado por 32 gânglios.

3. Lulas gigantes que se alimentam pelo cérebro

As lulas gigantes estão, com certeza, entre os animais mais misteriosos do planeta. Afinal, a espécie nunca foi capturada ou estudada viva. Uma das bizarrices do animal é que ele precisa de morder os seus alimentos em pedaços relativamente pequenos. Isso porque, uma vez que eles são engolidos, precisam de passar pelo cérebro (que tem o formato de uma rosca) para chegar ao esôfago. E apesar do tamanho colossal, as lulas gigantes têm cérebros incrivelmente pequenos. Steve O’Shea, pesquisador do Universidade de Tecnologia de Auckland, refere que uma lula gigante masculina, por exemplo, tem o desafio de coordenar 150 quilos de peso, 10 metros de comprimento e um pênis de 1,5 metro com um cérebro minúsculo de apenas 15g.

4. Formigas zumbis com fungos no cérebro

Sim, é isso mesmo que você leu. Mas, o importante aqui não é exatamente o cérebro das formigas, mas a maneira como elas reagem a uma certa espécie de parasita, o fungo do gênero Cordyceps. A situação funciona da seguinte forma: esporos microscópicos infiltram-se no hospedeiro (a formiga, no caso) e o fungo começa a alimentar-se dos seus órgãos não-vitais. Quando o fungo está pronto para lançar seus esporos, o Cordyceps faz uma lavagem cerebral na formiga. Crescem filamentos no cérebro do inseto e o fungo solta substâncias químicas que o forçam a escalar a planta mais próxima. Quando chegam ao topo, o fungo mata o hospedeiro e um pequeno cogumelo contendo esporos brotam da sua cabeça.

5. e 6. Vespas e nematoides com cérebros minúsculos, mas capazes de realizar funções complexas

Apesar de terem um corpo quase completo, com olhos, cérebro, asas, músculos e genitais, a minúscula vespa da espécie Megaphragma mymaripenne é menor que uma ameba unicelular e dona de um dos menores sistemas nervosos entre os insetos. Ela é composta por apenas 7400 neurônios. Para se ter uma ideia, uma mosca tem cerca de 340.000 neurônios e uma abelha pode chegar a 850.000. E mesmo assim, a vespa Megaphragma mymaripenne consegue voar, procurar por comida e encontrar os locais corretos para depositar os seus ovos.

Além da Megaphragma, o nematoide C. elegans é outro animal com um cérebro pequeno, mas não menos poderoso. Esse verme de apenas 302 neurônios é capaz de realizar funções de grande complexidade, mais comuns em organismos mais desenvolvidos.

7. Ascídias que comem os seus próprios cérebros

Apesar deste nome super estranho, você provavelmente já ouviu falar das ascídias. Essas criaturas parecidas com pequenos sacos vivem em corais e alimentam-se filtrando a sua comida da água do mar. Além disso, são hermafroditas e, por isso, soltam larvas que se dispersam para encontrar lugares onde possam crescer. Nesse período larval, elas ainda são “normais”. Mas quando crescem, elas, literalmente, “perdem a cabeça”. As ascídias digerem a própria glânglia cerebral, responsável por controlar os seus movimentos.

8. Peixes com cérebros diferentes para o macho e para a fêmea

Um peixe que habita o Lago Mývatn, na Islândia, tem uma disparidade entre o tamanho dos cérebros femininos e masculinos. Pesquisadores especulam que o cérebro masculino pode ser maior devido ao papel que os machos têm que realizar, pois são eles que enfrentam a função mais desafiadora, que envolve construir os “ninhos”, realizar as danças de acasalamento e ainda cuidar dos ovos. Enquanto isso, as fêmeas precisam apenas escolher o parceiro e depositar os ovos.

9. Pica-paus com bolsas de ar no crânio

Seguramente que você já se perguntou como é que os pica-paus não acabam com danos cerebrais, depois de ficarem dia após dia bicando superfícies duras. A verdade é que assim como outros pássaros, os pica-paus têm crânios muito complexos, cheios de pequenos e levíssimos ossos. E além disso, desenvolveram um mecanismo de proteção embutido que protege os seus cérebros dos impactos.

10. Cachorros com cérebros esmagados

Devido à fama de serem uma raça amigável, os cães Cavalier King Charles Spaniels estão a ficar super populares. Mas, o problema é que todos os “melhoramentos” na raça feitos pelos criadores nos últimos séculos criaram nestes cães uma patologia conhecida como siringomielia. Basicamente, o que acontece é que o cérebro do cão pode ficar grande demais para seu crânio. Um terço dos cachorros desta raça sofre com esta condição.

11. Corvídeos extremamente espertos

Os corvídeos são o grupo de pássaros que inclui corvos, gaios e gralhas. Os cientistas acreditam que eles têm memórias extraordinárias, maiores que alguns primatas até, e são capazes de desenvolver raciocínios sociais e de elaborar e usar ferramentas. Aliás, alguns até transformam varas em “ganchos” para conseguir pegar larvas e vermes em lugares difíceis. Segundo o investigador da Universidade de Cambridge, Christopher Bird, se os corvídeos estão a ser observados, estes tendem a esconder a comida. Mas eles também vão fazer alguns falsos esconderijos. Como encostar o bico no chão, mas não colocar a comida. É um pouco como uma estratégia de confusão, diz Christopher Bird.

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